Mas é sujo, é sujo. É sujo o banco em que está sentada, é sujo o ônibus, é sujo o mundo. Ela começa a tentar olhar para além de si, e não consegue, não consegue ver o outro. O outro está envolto em folhas de jornal. São muitas folhas de jornal, tantas tantas, que cobrem o corpo, o olhar, o desejo, o vir-a-ser de qualquer um, de muitos ali.